| Blah Blah Blah 2 |
[Dec. 6th, 2006|11:06 pm] |
| [ | Current Location |
| | Cristal | ] |
| [ | Current Mood |
| | drunk | ] |
| [ | Current Music |
| | Hate to Feel | ] | É aquele tipo de coisa, de caos, de desnecessário. Despedidas são desnecessárias. O propósito disto aqui nunca foi sinceridade. Esperanças esquecidas aos poucos. Tudo que não causa trauma é substituível.
Tudo.
Inclusive a última Skol que acabou. Estou feliz por não estar triste, mas ainda procuro algo. Tenho esperanças em coisas que não deveria ter. Sou ingênuo, por mais que queira negar. Mas então, não somos todos?
Todos são parte de tudo, mesmo que pouco. E o tudo há apenas em pouco. Mas tudo bem, isso é desconexo. E de nada adiantou, tal qual minha existência até o dia atual. |
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| Fadas usam botas |
[Oct. 8th, 2006|06:45 am] |
| [ | Current Location |
| | Cristal | ] |
| [ | Current Mood |
| | weird | ] |
| [ | Current Music |
| | Fairies Wear Boots | ] | "Eu queria acreditar que sim, mas tenho quase certeza que não"
Foi isso que ele respondeu, enquanto mirava o teto do apartamento, semi-bêbado, escutando a mesma banda que o tornara outro aficcionado pelo rock, quando eu lhe perguntei se ele realmente acreditava que nossa banda iria perdurar. Hmm, ao menos agora eu sabia que não estava sozinho em minha falta de esperanças. Ainda assim, talvez apenas pela fase da vida pela qual esteja passando, na qual queremos simplesmente deixar um legado para o mundo que nos oprime e morrer antes de nos tornarmos velhos o bastante para deixar de entender esse pensamento por completo, eu sei que não quero desistir disso. Eu amo esses acordes, essas explosões de raiva, desespero, dor e descompromisso juvenil, e quero-os para sempre comigo. Quero me tornar um só com a minha música, a única coisa que ainda faz meu sangue de zumbi ferver. É a única coisa que me resta, e eu não vou desistir dela, estou farto de perder. |
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| (no subject) |
[Oct. 1st, 2006|11:39 pm] |
| [ | Current Location |
| | Ipanema | ] |
| [ | Current Mood |
| | cheerful | ] |
| [ | Current Music |
| | Leaving Jususland - NOFX | ] | Provavelmente "Fragmento" é uma das minhas palavras favoritas. O propósito desse livejournal se perdeu há tempos. Como se alguma coisa tivesse propósito ou razão para existir.
"Fragments" toca agora. Apenas uma guitarra mal-tocada pelo vocalista de uma bandinha de rock aí.Parada demais, parece um pouco como olhar para o teto quando estão todos numa festa conversando e tu não consegues conviver naquele meio. Agora os riffs são mais fortes, rápidos e pesados, como uma súbita onda de fúria, algum vidro quebrado com a cabeça. Logo tudo volta ao seu lugar deslocado, e tu descobres que os estilhaços estão ali, no chão, com o teu sangue neles, antes qu tudo abruptamente apague.
Amanhã talvez eu acabe quebrando alguns ossos. Terça-feira tenho de me lembrar de gastar dinheiro em equipamentos fúteis para meu deleite individual.
E a tua irmã tá aí atrás com uma máscara na cara esperando pra usar o pc. Atrás. |
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| (no subject) |
[Sep. 27th, 2006|05:18 pm] |
Eu não posso produzir nada
vou lá tomar meu medicamento |
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| Shattered Fragments |
[Sep. 16th, 2006|11:36 pm] |
| [ | Current Location |
| | Portsmouth | ] |
| [ | Current Music |
| | Something not really real - Fattish | ] | "Nada. Às vezes eu me sinto não existir. Sou tomada por um temor insconciente de que algo ou alguém me controla ou, ao menos, me vigia. Talvez alguns prefiram chamar isso de Deus, eu chamo apenas de paranóia. Não acredito em forças maiores, para registrar com veracidade, sinto-me incrivelmente solitária e desesperançosa, não sei se é o bastante. Não pareço pertencer, é isso. Não me refiro a algo como os costumeiros olhares agressivos e as palavras debochadas, isso machuca, mas não é minha preocupação principal. São os limites, sou incapaz de definir onde começo e onde termino, o que controlo e o que em mim é controlado. Quão fantoche eu sou? Paro para refletir e não chego a lugar algum, talvez seja completamente louca, talvez não deva pensar em coisas assim, mas estou em um ambiente hostil e desconhecido chamado realidade. A fantasia parece-me muito mais agradável. É um pouco doloroso para mim ter de escapar de meus devaneios e encarar as feridas que o mundo me oferecesse, mas não me sinto miserável. Talvez melancólica e desesperançosa, não triste. Esse é o mundo que conheço, e não vejo como algo possa mudar. Por mais que eu ainda não entenda o quão real e livre realmente sou, aonde estão as barreiras do que me define como ser, continuarei existindo num plano confortável, talvez, mas nada reconfortante." |
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| Mr. Self-Destruct |
[Sep. 9th, 2006|05:10 pm] |
| [ | Current Location |
| | Ipanema | ] |
| [ | Current Mood |
| | numb | ] |
| [ | Current Music |
| | Helmer- Unsung | ] | Isso poderia muito bem estar sendo escrito num "A Resistência - A Árdua Descida através da Espiral Infinita" ou num "17.doc", mas eu prefiro, dotado da minha capacidade de agir e pensar desprovida de lógica alguma, escrever nesse mofo virtual.
Tenho uma representação virtual do que existe no "mundo real". Nada muito diferente. Eu sou pouco.
Tô com frio, com a mesma cara "de viciado em heroína", olheiras gigantescas e cabelo porco e desgrenhado. As minhas roupas são as mesmas há dias. Bebi ontem, não muito, com um amigo junkie. Ele vomitou no sofá de meu pai e insistiu em limpar. Até que ficou bom. Anteontem eu bebi também, mas estava sozinho.
Hoje eu sei que vou beber. Por que eu adotei o comportamento de Mr. Self-Destruct tão abruptamente e sem muita razão? Acho que Alice In Chains é bem aquele dia ensolarado que tu acorda de ressaca e com vontade de morrer. O Layne morreu de overdose de heroína.
Pergunto-me para onde estou indo e o quê estou fazendo aqui. E também por que escrevo mal de propósito às vezes. Pergunto-me quando tempo ainda me resta, e não sei exatamente se ainda desejo tempo. Pareço um personagem de Dostoiévsky. Eu entendo agora o porquê de eu ser incapaz de terminar um protótipo e finalizar uma idéia. É que eu ainda sou um protótipo. |
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| Mescla |
[Sep. 6th, 2006|09:52 am] |
| [ | Current Location |
| | UFRGS | ] |
| [ | Current Mood |
| | cold | ] | Tenho palavras presas em minha mente que jamais serão escritas, e isso me condena.
Mas estou cansado de tantos "eu"s e de tantos "tenho"s, talvez até mais do que os "é preciso"s da vida.Aquelas malditas dissertações com uma conclusão ridiculamente previsível e, por mais que jamais aceitemos, utópica.
É que não existe o certo e o errado, nem o bem e o mal, existem maneiras diferentes de visualizar a mesma coisa. Eventualmente consideramos a NOSSA maneira de ver a correta, a boa e a inteligente, uma panacéia para os problemas que somente não funciona porque os outros não agem da mesma maneira. É tudo psique.
Sabemos tudo, mas bloqueamos isso há tempos e nos recusamos a reaprender.
E não existe solução. A realidade é formada por maneiras diferentes e conflitantes de encarar a vida. Valores diferenciados, valores distorcidos, valores quebrados. Não existe solução.
A mescla disso tudo é o caos que sempre existiu e sempre vai existir, enquanto pudermos pensar livremente. A liberdade de ação não existe mais, já está rota e sendo devorada por vermes. Sempre os vermes.
Acho que vou sair mais cedo da aula hoje, ainda estou cansado. E mais um feriadão vem aí.
Queria saber escrever em outras línguas. |
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| Full-shit |
[Aug. 31st, 2006|09:28 am] |
| [ | Current Location |
| | UFRGS | ] |
| [ | Current Mood |
| | excited | ] |
| [ | Current Music |
| | The Perfect Fit | ] | Now that we go our separate ways Inside, I feel lonely and dead But my life goes on, and death delays I wish I had already died instead
...
=)
It is time to do something... |
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| Monday |
[Aug. 24th, 2006|01:16 am] |
| [ | Current Location |
| | Ipanema | ] |
| [ | Current Mood |
| | exanimate | ] |
| [ | Current Music |
| | Nenhuma | ] | It was 09:02 in the morning, and he gazed at the gray sky. There was not much to do, the bus was crowded and even though he was lucky enough to sit, he felt uncomfortable. There were too many faces around him. He hated people. As the bus passed by another crowded bus-stop, he read "I love you" written a great deal of times in the glass-like plastic rain-shelters. The name "Bea" followed some of the phrases. He felt sick, almost as if he would vomit. And angry. He took his book and opened in a random page. The story didn't seem interesting, even though he KNEW it was. He closed the book and stared at the cover, a black hard-cover old book, with an ugly drawing adorning its front. The day had just begun, and he already looked forward to going to sleep once more.
It was Monday.
The bus finally arrived at the campus and he still had to wait for hours until he had a class to attend. There was not much to do. At least he thought so. There were ugly buildings and there were huge trees. He started to wander through the place, not knowing where he wanted to go or what he wanted to to. He walked on until he came upon a path through the meadows. The clouds were dark, but it wouldn't rain. The clouds seemed heavy, he could feel them crushing his body to the ground. He whispered and softly sang to himself "The sky is always falling down on me" over and over again, and the Dresden Dolls' song got stuck in his head. "It fits perfectly in an almost-rainy day like this" he thought, "but again, songs like this always seem to fit perfectly in my life". That's when his eyes were surprised to see a boy dressed in black in his path.
He saw himself, not his reflection, not a shadow; it was himself standing in front of him.
"I guess you failed"
"I guess I did"
"Will you miss this place?"
"No"
"Shall we go then?"
"It doesn't make any difference"
Thus on they walked, side by side. But which way they were going he could tell no longer. And he didn't really care. It was Monday. |
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| Páginas |
[Aug. 24th, 2006|01:11 am] |
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| | Ipanema | ] |
| [ | Current Mood |
| | apathetic | ] |
| [ | Current Music |
| | No Excuses - Alice In Chains | ] | É estranho, olhamos para os outros e imaginamos que os pensamentos deles são muito menos complexos que os nossos. Acho que prezamos demais a nós mesmos, talvez porque, de alguma maneira, seja inconcebível a idéia de milhões de universos pessoais por aí. Somos completamente incapazes de admitir nossa simplicidade. Mas é a partir desses nossos pensamentos que estabelecemos o quê somos, e nada muda isso. Nossos ideais, valores, condutas e crenças. Claro que jamais seguimos todos eles, por mais que seja o que queremos fazer. Agimos conforme o quê pensamos, e às vezes erramos. E então eu noto que estou simplesmente dizendo o óbvio, e que isso é insuportável. Criamos relações com pessoas, gostamos delas, acreditamos nelas. Ocasionalmente nos entregamos por completo a alguém, pois somos frágeis demais para suportar nosso próprio mundo, precisamos compartilhá-lo. Esquecemo-nos, é claro, que por mais simples que sejamos, somos todos únicos, e nenhum mundo é igual ao outro. Quando descobrimos isso, sofremos. Sofremos. E criamos distância. Com o tempo, acabamos esquecendo, na maioria das vezes, tudo que aprendemos sobre o mundo, os mundos e nossos sentimentos. Então tudo volta a acontecer. Dói, mas é necessário. É o contato, é conhecer, é amizade, é amor. É existir. E existir dói. Mas de vez em quando precisamos conservar o quê restou de nós, parar um pouco com a tortura, reacreditar. Procurar cicatrizar as feridas que ainda sangram sem parar. Isso toma tempo, e pode machucar os outros, mas é persistir, escolher uma nova chance. Rasgamos a página e voltamos a iniciar o texto, muito embora as palavras tenham se rasgado. É o ciclo. Todos nós temos nossas páginas. E todos nós precisamos reescrevê-las de vez em quando... |
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